Espetáculo “Sozinhas Somos Pétalas” leva acrobacias aéreas e empoderamento a Niterói

Espetáculo “Sozinhas Somos Pétalas” leva acrobacias aéreas e empoderamento a Niterói | Divulgação
O espetáculo Sozinhas Somos Pétalas, Juntas Somos Rosas em Niterói promete emocionar o público neste fim de semana, com apresentações gratuitas em Charitas e Itaipu. A iniciativa integra o projeto Pendurados Acrobacias Circenses, apoiado pela Prefeitura de Niterói, que há cinco anos transforma vidas por meio do circo, da arte e da autoconfiança.
Com apoio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, o projeto Pendurados une força física, consciência corporal e superação. As aulas, realizadas na Praia de Icaraí, apresentam técnicas em liras, trapézios e tecidos, inspirando mulheres e jovens a redescobrirem seus corpos e emoções.
Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Luis Carlos Gallo, o projeto reflete o papel do esporte e da arte como instrumentos de inclusão.
“O Pendurados representa o que acreditamos: o esporte e a arte como caminhos de transformação e bem-estar. Ver mulheres e jovens ganhando força, confiança e expressão é inspirador”, afirmou.
Idealizadora do projeto, Juliana Berti trouxe o conceito de acrobacia aérea para Niterói em 2020, durante a pandemia. Desde então, o grupo cresceu e se tornou referência.
“O circo ensina que ninguém levanta uma lona sozinho. Hoje temos um coletivo de mulheres fortes, empoderadas e seguras de si”, disse Juliana.
Além das aulas regulares, o Pendurados estreou em 2023 o espetáculo Marcas do Passado, sobre violência doméstica. O sucesso levou à criação do novo trabalho, Sozinhas Somos Pétalas, Juntas Somos Rosas, produzido com apoio da Secretaria das Culturas. A montagem reúne alunas, bolsistas e artistas convidados como Raphael Pompeu, Daniel Leubach, Mila Werneck, Maria Julia Teixeira de Macedo e Julia Kassuga, sob direção de Juliana e Raphael Pompeu.
Juliana destaca que a proposta é usar a arte como ferramenta de cura.
“Esse projeto acolhe mulheres que enfrentam traumas por meio das artes, da educação e do esporte. O corpo fala com a lira, o tecido e o trapézio. Essa expressão é libertadora e transforma vidas”, afirmou.
A obra propõe uma reflexão sobre o enfrentamento às violências por meio do circo, do teatro e da dança. A dramaturgia utiliza elementos do teatro do oprimido, transformando a dor em movimento e poesia.
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