Visitas educativas ao Palácio Capanema terão início em agosto

Uma obra impressionante do renomado escultor Bruno Giorgi, o Monumento à Juventude Brasileira, emoldurado pela arquitetura do icônico Edifício Gustavo Capanema.
O icônico Palácio Capanema, joia da arquitetura modernista brasileira no coração do Rio de Janeiro, reabre suas portas a partir de 7 de agosto, para receber visitas educativas, oferecendo uma oportunidade única para escolas e grupos se conectarem com a história, a arte e o design, conforme informação do portal de notícias Folha do Leste. O agendamento prévio permite que estudantes e interessados explorem o legado de um dos edifícios mais importantes do país. Entretanto, o Ministério da Cultura (MinC) promete, até lá, fornecer um formulário especial para agendamento de grupos até 18 pessoas.

O Palácio Capanema reabre para visitação, convidando novas gerações a vivenciar a grandiosidade de seu acervo e arquitetura | Tomaz Silva/ABR.
Projetado pelo arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy, juntamente com uma equipe de arquitetos renomados, que incluía Lúcio Costa, Jorge Moreira e Oscar Niemeyer, o Palácio Capanema sediou o Ministério da Educação e Saúde. Naquele tempo, o Brasil tinha como capital a cidade do Rio de Janeiro. A edificação, representa um marco na arquitetura moderna, principalmente por se tratar de um dos primeiros arranha-céus do mundo com fachada em vidro.

Um ícone arquitetônico no coração do Rio de Janeiro: o Edifício Gustavo Capanema | Iphan/Divulgação/Oscar Liberal
Além disso, o ambiente conta com paisagismo do genial Roberto Burle Marx, que se soma às obras de arte de Cândido Portinari, Celso Antônio Dias e Bruno Giorgi. Diante de tanta genialidade reunida por metro quadrado, as visitas guiadas representam uma imperdível oportunidade de reconhecer o avanço do Brasil como país à frente do seu tempo desde então. Sobretudo, por sua relevância histórica e obras de arte que compõem seu acervo.
- A arquitetura modernista do Edifício Gustavo Capanema, um marco no Rio de Janeiro, com painéis de Cândido Portinari ao fundo | Divulgação/Iphah/Oscar Liberal
- Mais painéis de Cândido Portinari no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro | Divulgação/Iphah/Oscar Liberal
“A arquitetura é uma dimensão importante da política cultural e, muitas vezes, não damos a devida atenção. Desde 2023, buscamos mudar isso. Essa é uma ação educativa, formativa, um trabalho de reforço do nosso compromisso em fazer do Capanema um espaço cada vez mais popular, mais próximo das pessoas”, destaca o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares.
Prédio histórico ficou uma década fechado
O prédio, que ficou fechado por mais de 10 anos, passou por ampla reforma. Recentemente, em maio desse ano, o presidente Lula realizou a cerimônia de sua reinauguração.

Obra de arte do escultor Celso Antônio Dias em um dos ambientes do Palácio Capanema | Divulgação/Iphan/Oscar Liberal
A iniciativa de abrir o Palácio para o público, especialmente para fins educativos, visa democratizar o acesso ao patrimônio cultural e inspirar novas gerações. Em outras palavras, uma oportunidade de aprendizagem presencial, em tempos de interatividade tecnológica. Em resumo, o local estimula conhecimentos e saberes sobre o modernismo brasileiro, a história da educação no país e a importância da preservação de edifícios que contam parte da nossa trajetória.

Mobiliário de época no Palácio Capanema | Tomaz Silva/Agência Brasil
As visitas são gratuitas, mas devem ser agendadas diretamente com a administração do Palácio, pelo menos com 24 horas de antecedência. O prédio fica na Rua da Imprensa, 16, no Centro do Rio de Janeiro. Estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ conduzem os visitantes, em quatro horários: 9h, 11h30, 14h e 15h30. Visitas em inglês estão disponíveis às quintas (11h30) e sextas-feiras (15h30).
Palácio Capanema na história
- Inaugurado em 1945, o Palácio Capanema tem 16 andares e está tombado pelo patrimônio histórico desde 1948.
- O Palácio abriga, no mesmo espaço a arte de Portinari, Burle Marx, Celso Antônio Dias, e Bruno Giorgi.
- Sediou protestos como o que impediu sua venda, em 2021, assim como o “Ocupa MinC”, em 2016
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